dedo de prosa


Minha gente, meu sumiço daqui tem justificativa: mudei de endereço de novo! E os motivos estão no primeiro post do blog novo, aqui ó.



Escrito por mim às 15h53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"e quando seu bem querer pedir
pra você ficar um pouco mais
há que me afagar com a calma,
calma, calma, calma dos casais"


Quase decidi por me desligar definitivamente do meu trabalho hoje. Mais uma "presepada"da minha chefe, que foi a famosa gota d'água. Vontade de me desligar e listar, ponto por ponto, por que estou fazendo isso.
Acontece que tive uma conversa com meu pai. E ele falou que eu não posso me desligar de um trabalho sem ter outro porque agora tenho uma casa para manter. E é verdade. Então decidi continuar por lá até arranjar outro trabalho, porque preciso do dinheiro. Mas no que se refere a qualquer outro tipo de coisa que nos ligue ao trabalho, além do dinheiro (e sabemos que sempre há), estas não existem mais. Então de certa forma, me sinto um pouco livre. O outro tanto só quando sair de vez. E vai ser daqui a pouco, tomara.
E a conversa com meu pai, para além disso, remexeu umas dores. Eu que ando bem remexida. Vivendo meu processo de análise de maneira muito intensa e verdadeira, trazendo muita coisa para a superfície. E hoje senti um orgulho grande de mim mesma por estar vivendo esse processo. Quanta coragem eu tenho encontrado, onde nem sabia que tinha.

Escrito por mim às 02h03
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




É preciso dizer que estou cheia de novidades. A primeira delas é que agora tenho caixas de som ligadas diretamente no meu notebook, de forma que posso ouvir as minhas maravilhosas músicas do Itunes na casa toda. E vocês não sabem o quanto isso é importante. Porque eu estava ouvindo música no notebook apenas, e não tem jeito, por melhor que seja o som dele, é baixo. Não é um "som ambiente". E agora eu posso levar o note para qualquer canto da casa, porque na verdade as caixas de som estão ligadas no air tunes. Que é um roteador de internet. Uma coisa muito chique e muito hight tec, de modo que não sei explicar nada além disso. Mas simplesmente mudou minha vida.
A outra novidade é, digamos, estrondosa: tenho hóspedes. Dois gatinhos, a Flora e o Guido. É preciso tecer explicações para que a notícia carregue todo seu ineditismo. Eu nunca tive gatos. Nem vontade de tê-los. Convivi com um gato por muito tempo, mas não gostava dele propriamente. E não dá pra dizer que a questão é não gostar de gatos. A questão é que esse gato especificamente, passou a morar na minha casa, quando eu tinha uns dez anos. Mas para que ele viesse, a minha cachorra teve que ir embora. Então vocês podem imaginar meu amor pelo gato. Pelo sim, pelo não, também resolvi não gostar mais de cachorros, para não ter que perdê-los novamente.
Pois muito bem. Acontece que o namorado gosta de cachorros. E tem uma cachorra linda. Que eu aprendi a adorar. E aí já rolou um baita resgate da minha relação com cachorros. Tudo bem que a Frô é a cachorra mais fofa do mundo, e é realmente difícil não gostar dela.
Agora, os gatos. Muito bem. Minha cunhada foi viajar, e a amiga que ia ficar com os gatos também vai viajar, repentinamente. E então eles ficarão hospedados aqui. Uns dois meses. Sim, sim. E eu vou contando as cenas dos próximos capítulos.

Escrito por mim às 12h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Acabou o trabalho. Então comprei a Carta Capital, pra me inteirar das coisas todas. Só que no meio disso, esse afastamento do delegado. E eu confesso que essa história me deixou tão triste. Tomara que não seja tão ruim quanto eu estou sentindo que é. Tomara que a investigação continue, que dê em alguma coisa. Porque faz dois anos que leio sobre essa história na única revista que levantou a lebre. E meu guru Mino Carta disse, na revista da semana passada, que essa pode ser uma ótima chance para a República Brasileira. Quero ler o que ele diz essa semana. Mas o afastamento do delegado, sei não. Coisa de entristecer um bocado.

Escrito por mim às 14h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Eu ainda estou absolutamente absorvida pelo final do trabalho sobre a Colômbia. Trabalhando muito mesmo.
Tou querendo ler um pouco mais sobre esse caso Daniel Dantas, pra resgatar na mémoria o tanto que já li sobre em Carta Capital. Mas só depois de quarta. Que o bendito trabalho só acaba amanhã.
No mais, um cansaço só, um sono. Eita vida dura, essa de ser explorada...

Escrito por mim às 10h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Então que o que mais se via hoje no jornal da grobo eram as declarações dos eminentes políticos, juízes e afins, de que as prisões dos corruptos todos foram arbitrárias. Não precisava usar algema. Ok. Eu fico pensando no que a população pensa disso. Essa, que sofre arbitrariedades diárias. Não entendo como não rola uma indignação coletiva que impeça o miserável de ser libertado pelo maldito do habeas corpus. Absurdamente aprovado, por supuesto. Porque, pelo que eu pouco sei, o fato do ser humano tentar subornar um delegado é sim uma forma de atrapalhar as investigações. E isso é motivo suficiente para manter o cabra preso. Ou não é?


Escrito por mim às 02h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O caso Daniel Dantas está me impedindo de finalizar o trabalho que tenho que entregar amanhã. Porque quero ler t-o-d-a-s as notícias a respeito.

Escrito por mim às 13h53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Trabalhando no fim de semana para entregar um trabalho sobre a Colômbia. Organização política, condições de vida, saúde, educação, segurança. Pois é, segurança. E é impressionante a quantidade de dados internacionais sobre o conflito armado na Colômbia.
Claro que tendo estudado sobre Colômbia no último mês e meio talvez eu pudesse dizer umas duas ou três coisas sobre a libertação, e etc. e tals. Podia, mas faz tempo que eu tenho uma preguiça de falar qualquer coisa que seja. Não tou dizendo que isso é bom não. Nem sei se é. Mas é meu momento, sem muita vontade de escrever no blog sobre política. Porque eu tenho tanto receio de falar besteira, informação errada, falar de coisa que eu sei pouco. Tou assim, ultimamente. Achando que sei pouco sobre as coisas.
Mas o que eu ia falar, mesmo? Ah, sim. Duas ou três coisas. Uma, que fico chocada com o fato da Ingrid ter passado seis anos no cativeiro. Sei que existem coisas tão terríveis quanto nesse mundo de meu deus (minha vó falava assim, mas o deus dela era com D maiúsculo). Como por exemplo o lance do presidente do Zimbabue mandar matar quem não votou na eleição caso ele perca. Sim, existem muitas coisas terríveis no mundo. Mas me impressiona esse lance de seis anos no cativeiro, eu fico querendo saber: meus deus, como foi? E como será, agora? Do ponto de vista pessoal. Que o ponto de vista pessoal tem me interessado, muito.
A outra coisa é que eu acho um circo essa história toda, do ponto de vista político. E o sr. presidente, eu acho lamentável. Mas com preguiça de política, fico por aqui.

Escrito por mim às 23h25
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ah, sim. Tem mais o que contar. Que o namorado voltou de viagem, lá das terras colombianas, tendo passado também pelo Equador. E me trouxe presentes lindos. Um casaco de lã ultra quentinho e fofo. Lindo, e ele disse que achou a minha cara, entonces devo dizer que sou linda, hohoho. Trouxe também uma bolsa. Linda de morrer, uma que eu acho que sempre quis ter mesmo sem nem saber que existia. Um tecido artesanal que chama "mola", da cor do meu quarto novo, com uma estampa muito bacana. E. Trouxe meu hidratante facial maravilhoso (que ele mesmo descobriu, numa outra viagem, e me trouxe de presente). E. Chocolate suísso recheado com creme de morango. E. Uma capinha oficial pro meu Ipod Nano. Verdinha. Com maçãnzinha da Apple e tudo. Sim. Eu sou uma mulher de sorte. Muita sorte :)

Escrito por mim às 00h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O meu computador novo é o máximo (sim, comprei um computador. porque o computador faleceu mesmo e eu teria que comprar outro de qualquer forma. comprei, ué. que os dias que eu demorasse só iam prolongar meu sofrimento)
E meu computador novo é lindo e fofo, e aos poucos vai ficando do jeitinho que era o outro. Muito porque o namorado já instalou quase tudo que tinha no falecido (acho que tudo na verdade). E agora mesmo eu instalei o Last FM. E comecei a rechear meu itunes virgenzinho da silva com minhas músicas prediletas. E o grosso da biblioteca musical copio do namorado logo mais.Gostoso fazer isso.
E no fim de semana rolou festa junina, um monte de comidas gostosas, vou passar o resto da semana tomando água e banchá. Mas apesar da gostosura, isso não tem nada a ver com o que eu queria dizer.
O que eu quero dizer é que a idéia de doutorado vai tomando forma por aqui, e tem me animado muito. Acho que é isso mesmo que eu quero, fazer doutorado em administração pública. Tudo bem ter que fazer prova chata de lógica. Esse projeto está realmente fazendo sentido pra mim.
No mais, conversa bem bacana agora com um amigo querido. Constatação de que apesar de qualquer percalço, eu tenho coisas tão valiosas na vida. Meus amigos, essa força toda com a qual sempre vou pra vida. Os olhos do meu bem, seu sorriso e tanto mais, indizível. E isso que importa, afinal.

Escrito por mim às 23h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




OS taxistas dessa nossa querida cidade rendem boas histórias. Hoje entrei no carro que me traria de volta para casa, e o motorista-garoto-propaganda me diz: a senhora está a bordo de um carro novinho, modelo 2009. E eu: hein? Ele então me explica todas as funcionalidades do possante. Painel eletrônico. Motor com 14 cavalos a mais que os similares, o que garante estabilidade e potência. Vidros escuros (isso tem um nome que esqueci) de fábrica, o que significa que se alguém quiser te multar vai ter que multar a fábrica (e para explicar isso ele me mostrava o número de série no vidro). E um bando de outras vantagens que não saberia reproduzir. Então, como não poderia deixar de ser, perco minha oportunidade de ficar quieta e pergunto: o senhor acabou de comprar o carro? E ele me diz que não, o carro é da empresa de táxi para a qual trabalha.
Então chego ao meu destino, agradeço as informações e ele me dá um desconto de um real "pela propaganda". Veja só.



Escrito por mim às 22h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Tá na hora de acordar, sinhazinha
Eu não chamo uma outra vez
Que tem búzio pra jogar, tem massagem no chinês
Instituto de yoga, coleção nas vitrines.

Escrito por mim às 00h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Fim de semana dedicado a me recuperar do baque da semana mais chata dos últimos tempos. Então no sábado assisti uma montagem de Gota D'água que estava em cartaz no Sesc. E foi bacana. Como quando vi Calabar, é muito legal ouvir as canções no contexto da peça para a qual foram escritas. E não tenho muito mais o que comentar sobre a peça, porque, também como aconteceu em Calabar, eu fico meio sem saber o que dizer sobre uma peça do Chico. Acho que só gosto e pronto.
Domingo acordo decidida a fazer o que quero há algumas semanas: comprar um armário pro meu quarto. Eis que convidei a amiga companheira de compras, quaisquer que sejam elas, e fomos à loja que está em promoção. Arrematei o armário e mais um bocado de cositas para dar cara nova à minha casita. Copos, um tapete novo pra sala - vermelho e lindo - uma mesinha dobrável muito da fofa, que virou mesa de cabeceira, outra igual que foi pra sala, uma luminária-castiçal, jogos americanos, descanso de panela. Agora tou aqui ansiosa pela chegada do armário.
À noite, encontro com a outra amiga, e conversa, brownie e café gostoso. Uma volta pela Paulista, volto pra casa, conversa no skype e uma saudade boa.

Escrito por mim às 00h43
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Dado o estado de profunda chateação que me abateu esses dias, e ontem principalmente, só contei procês o fato. Meu computador morreu. No entanto, um problema de tal envergadura merece maiores detalhes, então vamos a eles.
Quarta-feira tive um dia de cão aqui no trabalho. Vontade de mandar todo mundo à merda, pegar em armas, etc etc. Entonces fui pra casa, me enfiar debaixo das cobertas e chorar. Mas com tanta raiva que sentia, não consegui chorar. Peguei um copo de coca-cola e fui pra cama ouvir música e navegar na internet. Coca-cola + Jards (o nome do falecido), estava formado o cenário. Eu com minha destreza habitual, sei lá o que fiz que consegui derrubar a maldita no pobrezinho. Que desligou-se em segundos e desde então, nunca mais voltou à vida.
Aí falei com meu irmão, que sentenciou: deve ter oxidado a placa mãe, já era. Fiquei arrasada, desesperada, então resolvi consultar minhas bases na Colômbia, mais especificamente em Medellin (não, não é isso que vocês estão pensando. O namorado está lá trabalhando). Na consulta, nenhuma sentença foi proferida, só o pesar e o fato, tem que levar na assistência. Então finalmente me enfiei debaixo das cobertas na parte da cama que não estava molhada de coca-cola, e chorei, chorei, chorei. Minutos depois, recebo uma ligação do meu pai, que ouvindo minha voz de choro, tenta me convencer que o fuzil do computador tinha queimado, só isso, custa um real pra trocar. Sério que ele disse isso. Sério também que eu me esforcei muito pra acreditar. A próxima etapa era esperar o dia seguinte.
Levei na tal assistência e o cidadão me pede 48 horas para dar um orçamento. Saio de lá conformada, mas, em menos de três horas, o fulano me liga: a placa lógica (equivalente a placa mãe) foi fatalmente danificada. Leia-se: meu macbook morreu. O insensível me diz isso com a maior naturalidade e ainda me propõe trocar por uma placa recauchutada que custa os olhos da cara. Vontade de me jogar na Avenida Sumaré, desligo o telefone. E até agora estou de luto, o que fazer?



Escrito por mim às 15h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Fui eu mesma que falei, no post anterior, que o trabalho é só um trabalho e que o indivíduo que me incomoda não passa de um bobo. E isso é verdade.
Mas a verdade não me furta de sentir uma decepção bem grande. Porque infelizmente o problema não se limitou ao bobo. E por mais que o trabalho seja apenas um trabalho, já perdi a conta de quantas vezes me senti desrespeitada nesse ambiente. E isso me entristece, me dá um nó no peito. E um cansaço sem fim.
Um cansaço que vem misturado com uma frustração. De que não adianta ser legal, ser competente, entregar as coisas no prazo e seguir um mínimo de qualidade. Nada adianta. O mundo é dos mais espertos, ou dos menos escrupulosos? Hoje eu estou muito triste. E se não consigo dormir, tampouco desejo acordar e trabalhar amanhã.
Para completar. ontem derrubei coca-cola no meu computador, e ele morreu. Uma perda, que além do prejuízo material, tem o sentimental: eu gostava muito desse computador, por diversas razões. Hoje eu estou muito triste. Dias desleais esses últimos.


Escrito por mim às 02h31
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  minhas fotos
  fotos do alexandre
  alfarrábio
  beth s
  biscoito fino
  blowg
  buarqueando
  cria minha
  desconversa
  duas fridas
  o eu profundo
  fazendo gênero
  a feminista
  flores de abril
  fogo sagrado
  lume que vaga
  mais canela
  nalu
  pátria futebol clube
  pausa para o cigarro
  parte tua
  recordar, repetir e elaborar
  tempo imaginário
  terapia zero
  tutaméia
  tutti funghi venenosi
  velho do farol
Votação
  Dê uma nota para meu blog