dedo de prosa


"e quando seu bem querer pedir
pra você ficar um pouco mais
há que me afagar com a calma,
calma, calma, calma dos casais"


Quase decidi por me desligar definitivamente do meu trabalho hoje. Mais uma "presepada"da minha chefe, que foi a famosa gota d'água. Vontade de me desligar e listar, ponto por ponto, por que estou fazendo isso.
Acontece que tive uma conversa com meu pai. E ele falou que eu não posso me desligar de um trabalho sem ter outro porque agora tenho uma casa para manter. E é verdade. Então decidi continuar por lá até arranjar outro trabalho, porque preciso do dinheiro. Mas no que se refere a qualquer outro tipo de coisa que nos ligue ao trabalho, além do dinheiro (e sabemos que sempre há), estas não existem mais. Então de certa forma, me sinto um pouco livre. O outro tanto só quando sair de vez. E vai ser daqui a pouco, tomara.
E a conversa com meu pai, para além disso, remexeu umas dores. Eu que ando bem remexida. Vivendo meu processo de análise de maneira muito intensa e verdadeira, trazendo muita coisa para a superfície. E hoje senti um orgulho grande de mim mesma por estar vivendo esse processo. Quanta coragem eu tenho encontrado, onde nem sabia que tinha.

Escrito por mim às 02h03
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É preciso dizer que estou cheia de novidades. A primeira delas é que agora tenho caixas de som ligadas diretamente no meu notebook, de forma que posso ouvir as minhas maravilhosas músicas do Itunes na casa toda. E vocês não sabem o quanto isso é importante. Porque eu estava ouvindo música no notebook apenas, e não tem jeito, por melhor que seja o som dele, é baixo. Não é um "som ambiente". E agora eu posso levar o note para qualquer canto da casa, porque na verdade as caixas de som estão ligadas no air tunes. Que é um roteador de internet. Uma coisa muito chique e muito hight tec, de modo que não sei explicar nada além disso. Mas simplesmente mudou minha vida.
A outra novidade é, digamos, estrondosa: tenho hóspedes. Dois gatinhos, a Flora e o Guido. É preciso tecer explicações para que a notícia carregue todo seu ineditismo. Eu nunca tive gatos. Nem vontade de tê-los. Convivi com um gato por muito tempo, mas não gostava dele propriamente. E não dá pra dizer que a questão é não gostar de gatos. A questão é que esse gato especificamente, passou a morar na minha casa, quando eu tinha uns dez anos. Mas para que ele viesse, a minha cachorra teve que ir embora. Então vocês podem imaginar meu amor pelo gato. Pelo sim, pelo não, também resolvi não gostar mais de cachorros, para não ter que perdê-los novamente.
Pois muito bem. Acontece que o namorado gosta de cachorros. E tem uma cachorra linda. Que eu aprendi a adorar. E aí já rolou um baita resgate da minha relação com cachorros. Tudo bem que a Frô é a cachorra mais fofa do mundo, e é realmente difícil não gostar dela.
Agora, os gatos. Muito bem. Minha cunhada foi viajar, e a amiga que ia ficar com os gatos também vai viajar, repentinamente. E então eles ficarão hospedados aqui. Uns dois meses. Sim, sim. E eu vou contando as cenas dos próximos capítulos.

Escrito por mim às 12h33
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